Como solucionar o problema de garagens em condomínios e prédios?

Como solucionar o problema de garagens em condomínios e prédios?

1 ano atrás 1

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Quando adquiriu o apartamento perto da praia, Roberto imaginou que realizaria o sonho da sua família, garantindo verões em que poderia receber os parentes distantes, com muito mais conforto. Mesmo com o imóvel grande, ele se deparou, logo nas primeiras férias, com um problema que tira o sossego de muitos inquilinos e proprietários: vaga de garagem em condomínio.

Com somente uma vaga disponível, estacionar o carro dos visitantes viraria uma grande dor de cabeça, imaginou ele. Contudo, antenado com a tecnologia e disposto a investir em espaço (e tranquilidade), o morador optou por uma solução inteligente, que ganha cada vez mais adeptos em prédios residenciais, estacionamentos privados e oficinas mecânicas.

Trata-se de um duplicador de garagem, espécie de elevador de veículos, que permite colocar um carro em cima do outro, com praticidade e segurança. O equipamento possui um sensor que evita que o sistema seja ativado, quando há um automóvel estacionado embaixo.  

A história do Roberto é muito mais comum do que se imagina e representa a realidade de muitos condomínios, que sofrem com o número crescente de veículos e pouco espaço nas garagens. A duplicação de garagens é uma das principais soluções para o problema, mas há outros meios de amenizar a falta de vagas e os conflitos que surgem decorrentes dela.

Continue a leitura e entenda como enfrentar os problemas!

O aumento na frota de veículos gera conflitos

Um estudo divulgado em 2014, com base em registros do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), mostrou que a frota de veículos quase dobrou em dez anos, no Brasil.

Naquele ano, já somávamos mais de 45 milhões de automóveis, determinando a proporção de um carro para quatro habitantes. São Paulo, uma das principais metrópoles do país, chega a ter quase um veículo por habitante.

Dessa forma, além dos desafios sobre mobilidade e trânsito, os automóveis tendem a ser, cada vez mais, um dos principais assuntos debatidos por convenções e assembleias, em condomínios. É muito raro encontrarmos edifícios com espaços destinados à garagem que sejam amplos e respeitados, segundo as regras da boa convivência.

Talvez, por isso, há quem diga que “a garagem é um dos pontos mais sensíveis de um condomínio”, sendo a causa de grande parte dos conflitos entre moradores, venda de imóveis e até falta de segurança do prédio, já que é a principal porta de entrada para assaltantes, na maioria dos casos.

As brigas acerca de vaga de garagem em condomínio têm diversas causas

Dentre os principais desafios que envolvem a gestão de garagens em prédios residenciais, estão as normas para utilização das vagas de visitantes, o que pode ser colocado nesses espaços (além dos veículos, é claro), quem pode acessar as vagas, se os moradores podem emprestá-las ou se podem ser usadas para a lavagem de veículos.

Outro assunto polêmico nos condomínios, são as vagas pequenas demais para carros grandes, resultando em veículos fora da demarcação e tumulto na garagem.

De forma geral, especialistas garantem que muitas decisões e respostas às demandas de moradores e do próprio condomínio devem atender às jurisprudências estadual e federal e, ainda, às regras que forem estabelecidas de comum acordo, nas assembleias entre condôminos.

Há que se ficar atento também à lei do município que, via de regra, define o número de vagas a serem destinadas para cada morador, observando normas para uma mobilidade reduzida.

O mais importante é o morador entender que, ao desrespeitar quaisquer regras estabelecidas, estará sujeito a advertências e multas, além de criar um clima de inimizade no condomínio.

Por isso, algumas práticas de boas maneiras podem ser implementadas pelos moradores no dia a dia, apenas com boa vontade e sem custo financeiro:

  • caso a vaga seja pequena, observe se há veículos muito próximos, ao abrir a porta do carro ou a do bagageiro, para evitar prejuízos ao vizinho e a você mesmo. Essa é uma medida simples que evita muitas brigas;
  • procure não parar o veículo fora da demarcação da sua vaga. Ao fazer isso, você forçará o próximo a fazer igual e assim por diante, criando um “efeito cascata” na garagem;
  • utilize a vaga de garagem em condomínio para guardar somente o veículo. O espaço não foi feito para depósito de entulhos, armários, bicicletas e outros objetos;
  • não estacione seu veículo fora da sua vaga, nem que seja por pouco tempo. A garagem de um condomínio possui um fluxo intenso de entrada e saída de veículos e o “pouco tempo” pode desencadear um caos (e risco de acidentes) no local;
  • procure guardar o carrinho de volumes no local reservado para ele na garagem, para evitar desordem;
  • lembre-se: garagem de condomínio não é parque de diversões. O local nunca deve ser usado para a distração das crianças e animais de estimação;  
  • não utilize a buzina do seu veículo como se fosse comando para abrir o portão. Mesmo que o porteiro atenda, por gentileza, faça a diferença e use o procedimento só em último caso. Imagine o alívio de barulho e estresse para os moradores próximos. 

As soluções podem ser eficazes e inteligentes

A ampliação dos espaços pode ser feita através de soluções simples. Confira:

Duplicação de garagem

Como citado anteriormente, o duplicador de vagas é um dos equipamentos que podem resolver, de vez, os problemas de falta de espaço no condomínio. A ideia surgiu na Europa e, rapidamente, se espalhou pelo Brasil.

Além de permitir a opção de duas vagas – ou até três, uma vez que já existem no mercado os triplicadores automotivos –, para quem antes só tinha uma, o equipamento tem capacidade de carga de quase três toneladas e pode ser instalado observando-se apenas algumas regras: o local precisa ter pé-direito de pelo menos 3 m e o espaço para vaga ser, no mínimo, de 5 m por 2,5 m.

Outra vantagem é que alguns modelos são galvanizados, permitindo que o duplicador seja usado em estacionamentos descobertos, sem correr risco de corrosão.

Quanto ao condomínio, para que possa fazer uso do equipamento – e solucionar, definitivamente, as brigas por vagas –, é preciso, apenas, observar a estrutura do prédio (altura e peso máximos permitidos, com a duplicação do peso dos carros) e a legislação local, que regula o número de vagas permitidas para cada prédio.

Cartazes de conscientização para moradores

Principalmente, no caso de moradores “espaçosos” e que não respeitam regras simples de boa convivência, uma solução diplomática e bastante eficaz, é o uso de cartazes pelo prédio.

Os recados devem, de forma educada mas argumentativa (com exposição de decretos e leis, inclusive), explicar sobre o uso consciente das vagas e sobre as multas a que os infratores estão sujeitos.

Pode-se falar sobre uso correto do espaço, as vantagens de manter o local organizado e, ainda, a modernização da garagem (com a instalação dos duplicadores, por exemplo), pedindo paciência pelas mudanças e explicando as especificações dos equipamentos.

Regras para distribuição das vagas

A distribuição de vagas pode ser feita de três formas, segundo a lei: no momento da compra do imóvel, por sorteio ou em forma de rodízio.

Das três maneiras, a que costuma causar menos atrito – sendo, também, considerada a mais “justa” – é o rodízio periódico, quando os moradores utilizam cada espaço por tempo determinado. Assim, todos utilizam vagas consideradas boas e ruins, pequenas e grandes, mas sem ninguém se sentir, permanentemente, prejudicado. 

Em rodízios, há a opção de a vaga ser no estilo “quem chegar primeiro”. Nesse caso, é importante existir uma cláusula que determine, por exemplo, tempo limite de 48 horas por morador, para virar uma opção mais democrática. 

As duas primeiras formas de distribuição dispensam muitas explicações: a primeira, como é pré-determinada pela construtora, não dá muita margem a brigas.

Já o sorteio pode resultar em desentendimentos, mas que podem ser negociados entre os moradores. No caso de troca de vagas sorteadas, por exemplo, a orientação jurídica é documentar o acordo, para evitar mal-entendidos no futuro. 

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