Mercado do automobilismo: conheça as lições das mulheres da Fórmula 1

Mercado do automobilismo: conheça as lições das mulheres da Fórmula 1

2 anos atrás 1

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Com presença cada vez mais marcante em funções que anteriormente só eram executadas por homens, as mulheres deixaram de ser exceções também no mercado do automobilismo.

Desde mecânicas, donas de oficinas e até cargos de alto escalão na Fórmula 1, que é a principal categoria do automobilismo mundial, a presença de mulheres é amplamente reconhecida pela qualidade, dedicação e excelência nos trabalhos executados no mundo automotivo — ainda dominado por homens.

Muito mais do que histórias e números, essas amantes das quatro rodas, trazem consigo uma série de lições. Quer conhecer melhor algumas dessas mulheres? Então acelere e continue a leitura do post!

As mulheres da Fórmula 1

Mesmo fazendo parte da principal categoria de automobilismo mundial, poucas pessoas conhecem as mulheres que fizeram e fazem parte da Fórmula 1. Entre as que tiveram participação na categoria, se destacam:

Monisha Kaltenborn

CEO e chefe de equipes da Sauber, Monisha tem o importante posto de primeira mulher a chefiar uma equipe de Fórmula 1, após 63 anos da criação da categoria.

A indiana tem, entre suas principais lições, o mantra de que não se deve esperar respeito somente pelo cargo ocupado. Defendendo que sempre haverá o julgamento pelo que se faz, ela acredita que o respeito deve ser conquistado por meio das decisões tomadas.

Monisha também afirma que, anos antes de se tornar chefe de equipe, jamais se imaginava no cargo. No entanto, as coisas sempre foram acontecendo naturalmente, cabendo a ela decidir se aproveitava as oportunidades ou as deixava passar.

Susie Wolff

A agora piloto aposentada, Susie Wolff teve passagem pela DTM, famosa categoria de corrida de carros de turismo disputada na Alemanha, antes de figurar como piloto de testes da escuderia Williams durante quase 4 anos.

Alvo de preconceito constante por ser mulher, Susie sempre fez questão de enfatizar que a corrida era o seu trabalho e, no fim das contas, o resultado era o que sempre importava.

Ela também defende que as mulheres têm os mesmos desafios em qualquer profissão, devendo se unir para não jogar umas contra as outras.

Claudia Ito

Engenheira eletrônica, brasileira e diretora executiva da empresa que organiza o GP do Brasil, Claudia Ito figura fora dos holofotes das estrelas da F1 — mas não é por isso ela deixa de ser figura importante na categoria.

Detentora de um cargo de liderança, Claudia destaca que é comum que mulheres em posição de liderança, em um meio dominado por homens, tentem ser mais agressivas, pois confundem firmeza com agressividade — o que ela julga não ser necessária.

Ela destaca que, antes de pensar em qualquer mudança, é necessário manter a tranquilidade para entender aos poucos cada área. Só assim seria possível tomar a decisão mais adequada.

Empreendedoras no mercado do automobilismo

A paixão feminina por carros vai muito além das pistas de corrida. Prova disso é o interesse cada vez maior de mulheres por mecânica e manutenção de veículos.

Antes vítimas fáceis de mecânicos homens, elas agora contam até com serviços de manutenção executados por mulheres e em centros automotivos focados no público feminino.

Uma das oficinas pioneiras nesse ramo está localizada na cidade de Ceilândia, a cerca de 30 km de Brasília. Como diferencial, além da predominante cor rosa, tem um atendimento primoroso, ambiente limpo, explicação de cada reparo realizado no veículo e uma TPM por semana.

Calma, a TPM, nesse caso, não são aqueles dias de estresse extremo, mas sim a Terça Para Mulheres, que é um dia em que a oficina recebe apenas as clientes.

Nesses dias, são oferecidos vales-manicure, limpeza de pele e até mesmo uma semana de academia, para suas clientes relaxarem enquanto aguardam a manutenção de seus carros.

Esse modelo de negócio já conta com mais de 200 clientes, entre os quais estão homens atraídos pela transparência e lealdade no serviço prestado, além, é claro, de um ótimo atendimento e ambiente receptivo.

Junto com as mulheres da Fórmula 1, essas empreendedoras são prova da participação feminina no mundo do automobilismo que, cada vez mais, abre as portas para mulheres apaixonadas por carros.

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